Posted by: andrefaria on: 5 Novembro 2008
Conforme anunciado, em 1º de Novembro aconteceu no auditório da Faculdade Anhembi Morumbi o evento de lançamento do “InfoQ Brasil“. Farei uma breve descrição do evento e minhas impressões.
A abertura foi por conta do palestrante internacional Floyd Marinescu co-fundado do Portal The Server Side e fundador e editor chefe do InfoQ. Floyd falou um poucos sobre os objetivos do portal, como funciona e quais são os motivos da internacionalização do conteúdo que além do idioma inglês, também está disponível em japonês, chinês e agora em português. O conteúdo do portal está classificado em seis categorias: arquitetura, java, .net, ruby, SOA, e desenvolvimento ágil. Um dos maiores diferencias do portal é a possibilidade de personalizar o conteúdo através de filtros por categoria, e essa personalização vale inclusive para feeds.
Floyd enfatizou o foco em conteúdo rico, como vídeos com palestras e entrevistas, a propósito as palestras apresentadas no evento foram filmadas e devem ser publicas em breve. Um outro grande diferencial do portal são os livros gratuitos, e um dos mais conhecidos, é o “Scrum e XP direto das Trincheiras” que já foi traduzido para português. Para concluir Floyd atribuiu todo o sucesso e qualidade do portal aos editores, porque como sempre, “são as pessoas que fazem toda a diferença“, e não é por acaso que segundo a Technorati, o portal InfoQ é um dos mais influentes em tecnologia de toda a internet.
Em seguida, “Alexandre Gomes” da Sea Tecnologia, em sua palestra “A Guerrilha SOA“, falou sobre o caminho que a arquitetura orientada à serviços vem tomando ao longo dos anos, segundo Alexandre, fazem oito anos que se ouve falar em SOA e webservices mas, até agora, “não vimos a coisa virar” e isso fez com que perdêssemos a empolgação, além disso existe uma grande divergência entre conceitos e definições, mas diante de toda essa bagunça há um consenso: “SOA é Sobre Serviços“.
Desde muito tempo que se vem tentado criar formas de fazer com que diferentes aplicações comuniquem-se, tecnologias e conceitos como RPC, Corba, RMI e WebServices são exemplos disso. A grande necessidade é evitar desenvolver sistemas que façam a mesma coisa, ao invés disso, podemos fazer com que eles se troquem informações, e essa, definitivamente, não é uma necessidade tão moderna, e SOA é uma “nova roupagem que a solução para esse problema ganhou.” O grande objetivo é aproveitar ao máximo o seu parque de ativos, ou seja aquilo que você já têm.
Segundo Alexandre, “o mercado precisa de febres e de alguma para gerar movimentação financeira” e ” graças ao investimento que grandes players fizeram em SOA, isso vai colar mas nem que seja na marra. O palestrante citou a estratégia “Stop the World” que mesmo árdua e demorada tem sido usada para implementação de SOA em algumas empresas, segundo ele, não é dessa forma que as coisas deveriam acontecer, mas sim, conforme a real necessidade da organização, e de forma incremental com constante feedback (qualquer semelhança com princípios ágeis é mera coincidência, rs), além disso, SOA tem que começar pela filosofia porque “o impacto causado pela forma de pensar é sempre maior que o da tecnologia por si só” e deve-se tomar cuidado para não criar problemas que não existem somente para empurrar soluções, os problemas já devem estar lá, e lembre-se que você não precisa necessariamente de ferramenta alguma fazer SOA.
O palestrante internacional Max Lanfranconi do Java Community Process (JCP), falou a história do desenvolvimento de padrões na humanidade, citando exemplos como hieróglifos, números, letras, medidas, partituras musicais, código de barras, dentre uma infinidade de outras coisas, depois apresentou casos de projetos que falharam por faltas de padrões, tudo isso, para justificar a importância de se estabelecer padrões, que é justamente o que o JCP faz.
Max do JCP
O JCP estabelece os padrões que guiam a evolução da plataforma Java. Max convidou todos a participarem do JCP, enfatizando que é totalmente gratuito para que indivíduos se tornem membros (para empresas existe um custo), existem várias formas de participar e diferentes papéis que podem ser assumidos, você pode fazer parte de um expert group e contribuir de forma ativa para uma especificação, ou pode simplesmente acompanhar os acontecimentos como um observer, pode também se tornar um líder de especificação, ou fazer parte do comitê executivo.
Na sequencia, Rafael Steil fez uma palestra sobre .NET, abordando características, recursos, história, objetivos e possibilidades. A Yara Senger da GlobalCode falou sobre as principais novidades da plataforma Java e o Akita falou sobre Ruby on Rails, apresentando a filosofia da comunidade, suas origens, o famoso mito Rails não escala, apresentou cases de sucesso e dicas para quem quer aprender mais sobre Rails. Victor Hugo Germano e Manoel Pimentel fizeram uma apresentação sobre Agile e Lean, e houve também um painel sobre tecnologias ágeis. No final Wanger Santos falou sobre Papel do Arquiteto de Software.
Painel de Plataformas Distribuídas
Gostei bastante do painel de “Plataformas Distribuídas” com participação de Giovanni Bassi, Fábio Akita, Alexandre Gomes, Henry Conceição e Vinícius Senger, discutiu-se tecnologias de integração, SOA e até Cloud Computing que segundo a opinião de muitos é mais um hype, e deve-se tomar cuidado para não pensar que isso é a bala de prata, porque bala de prata não existe.

Saiba os porquês
Para fechar, creio que a grande mensagem que tirei do evento como um todo, foi “Use as tecnologias quando (e se) realmente precisar, não use simplesmente porque está na moda, saiba o que é mais produtivo e resolve melhor o seu problema, leve tudo o que for relevante em consideração e cuidado para não optar simplesmente por opções mais fáceis que não te tirem da sua zona de conforto “. Usando as palavras do Alexandre Gomes, “nós desenvolvedores gostamos muito de estar na crista da onda“, mas cuidado, aplique as tecnologias certas no momento certo e na situação certa. Não use nada só porque alguém disse que é legal, estude, vá em busca, questione, saiba o verdadeiro porquê e enfim, pense, pense, pense!
A InfoQ Brasil precisa de pessoas para traduzir e produzir artigos, se você tiver vontade e estiver capacitado, converse com o pessoal da Fratech.
Parabéns a toda a equipe da Fratech e a todos os colaboradores pelo excelente trabalho que vem sendo realizado. Acho que este dia foi um grande marco para a comunidade de desenvolvimento de software brasileira, vida longa a InfoQBr!
Posted by: andrefaria on: 26 Outubro 2008
Nos dias 23 e 24 de Outubro participei do evento “Falando em Agile 2008” realizado pela Caelum aqui em São Paulo. Da mesma forma que fiz no “Rails Summit 2008“, tentarei transmitir um pouco da minha visão sobre o evento.
No primeiro dia, Alexandre Magno fez a abertura apresentando a proposta do evento e lançou uma questão para que as pessoas refletissem: “Agile simplesmente está na moda ou veio para ficar”?
Em seqüencia houve o Keynote de David Anderson, uma grande personalidade do mundo ágil envolvido na criação da metodologia Feature Driven Development (FDD), ele foi trazido à São Paulo pela Heptagon para ministrar o treinamento Zen Of Agile. Algumas pessoas já falaram sobre a palestra do David, mas gostaria de comentar alguns pontos que me chamaram atenção.
“Working harden rather than smarter:” David questionou sobre simplesmente trabalhar duro ao invés de trabalhar e forma inteligente, e comentou sobre a fato de as pessoas não terem vida social ou tempo para a família porque trabalham mais (ou muito mais) de 40 horas semanais. Será que isso é mesmo necessário?
“The workers are not the problem, managers are:” Essa é uma frase de Barry Boehm que foi citada para começar uma reflexão sobre diversos problemas de gerenciamento de software, segundo David, um fraco gerenciamento pode encarecer o desenvolvimento de software mais intensamente do que qualquer outro fator. O palestrante disse acreditar que os gerentes do Starbucks são melhores do que a maioria dos gerentes de projetos de desenvolvimento de software: - “Eles simplesmente fazem o que tem que ser feito“.
“Todo trabalhador do conhecimento é um executivo:” No sentido de que tomamos milhares de decisões todos os dias para realizar nosso trabalho, não se trata apenas de seguir uma especificação.
“Software quase sem defeitos é possível:” David afirmou que um software sem defeitos pode até ser impossível, mas quase sem defeitos, com certeza, é possível. Comentou sobre a idéia que vem do Lean de parar tudo para resolver defeitos e falou da importância incentivar e dar condições aos desenvolvedores de fazer tudo de forma apropriada (inclusive dando a eles mais tempo se for necessário).
Alguns outros bons conselhos de David foram:
O Adail Retamal da Heptagon fez uma apresentação sobre Agile Thinking (Pensamento Ágil) onde apresentou diversas técnicas que utiliza como apoio ao desenvolvimento ágil. Adail fez um tributo a filósofos e pensadores que o ajudaram a formar seus principais conceitos: Platão, Aristóteles, Arquimedes, Newton, Professor Júlio César de Melo, Richard Feynman e Eliyahu Moshe Goldratt.
Em seqüencia, foi apresentada a técnica de desenhar Mapas Mentais, que são um tipo de diagrama voltados para a gestão de informações, de conhecimento e de capital intelectual, que pode ser usado para desenvolver documentação de projetos. Foi sugerido que se faça um mapa para projetos que responda as perguntas:
Adail explicou como funciona a UML em cores, e apresentou o conceito de Teoria das Restrições (TOC), e como utilizá-los no desenvolvimento de software para melhoria contínua, identificar problemas, encontrar raízes de problemas, manter o foco no que é importante, e suas solucionar problemas.
A Galera da Sea Tecnologia e o Tenente Souto apresentaram um case de desenvolvimento ágil de software dentro da aeronáutica, comentaram sobre a experiência adquirida na quebra de paradigmas e enfrentando diversas dificuldades culturais.
O Guilherme Chapiewski da Globo.com fez uma apresentação sobre liderança em equipes ágeis, os principais conceitos na minha perspectiva foram os seguintes:
No final no primeiro dia, claro, assim como no Rails Summit, tivemos um Happy Hour no bar opção que fica na região da Avenida Paulista com presença da maioria dos palestrantes e uma galera super bacana.
No segundo dia, o Danilo Bardusco da Globo.com falou sobre como foi a introdução do Scrum na Globo.com, como surgiu a idéia, quais eram as necessidades, quais foram as dificuldades e como eles estão as vencendo. Entre as dificuldades, Danilo citou a quebra do paradigma do Big Design Up Front (BDUF), ter a equipe toda trabalhando em uma historia por vez e enfrentar a resistência de quem acha que está perdendo o poder. Achei interessante a idéia de utilizar personas para ajudar entender as histórias e reuniões periódicas entre disciplinas (arquitetos da informação scrum masters, etc.). Os Slides da apresentação estão disponíveis no blog do Bardusco.
O Daniel Cukier e o Professor Fábio Kon, ambos da Agilcoop e do IME/USP fizeram uma apresentação sobre “Padrões para Introduzir Nova Idéias” com base no livro “Fearless Change” de Linda Rising e Mary Lynn Manns, uma ótima abordagem quem está implementando metodologias ágeis em organizações. Recomendo assistir à esta entrevista (em inglês) e ouvir à este podcast da Agilcoop (em português) para mais informações sobre o assunto.
O Daniel Wildt da Dell em sua palestra contou um pouco sobre sua experiência na implantação de metodologias ágeis em equipes distribuídas, acho que a principal mensagem da palestra foi “Qualidade não é um opção“. Segundo Daniel, os princípios de qualidade da norma ISO 9000 são coerentes com o Manifesto Ágil.
O Antonio Carlos Silveira do Yahoo falou sobre o papel o Product Owner e a Priorizarão do Product Backlog. Os principais recados foram:
Antônio também apresentou as técnicas “Kano Model” e “Benefício Relativo” para estimativa de histórias, mas disse que no fim das contas a o chute é a técnica que impera.
O Phillip Calçado “Shoes” da ThoughtWorks em sua palestra “A Maldição da Fábrica de Software” falou sobre algumas lições que aprendeu em projetos que trabalhou na Austrália.
O Primeiro problema citado foi o de um projeto onde muitas pessoas foram envolvidas e como “gente demais compromete a comunicação” as coisas foram ficando complicadas, até chegar a um ponto em que 4 pessoas desenvolveram a mesma coisa no mesmo dia. Eu acho que este tipo de coisa acontece porque algumas pessoas ainda não entenderam que a idéia de que “o fato de 1 mulher poder ter 1 filho em 9 meses não significa que 9 Mulheres podem ter 1 filho em 1 mês“.
O Segundo problema foi referente a um projeto com um pouco de BDUF em que havia um arquiteto super-herói que dizia aos programadores o que e como desenvolver. Como resultado, a primeira versão do projeto foi entregue em metade do tempo planejado porém, na segunda versão os programadores queriam começar tudo de novo porque era impossível dar manutenção no código que havia sido desenvolvido. Isso aconteceu principalmente porque não houve refactoring.
De acordo com Shoes problemas como os citados acima acontecem porque as pessoas muitas vezes não entendem que tudo em métodos ágeis é um ciclo e que como as práticas estão relacionadas, jogar uma prática fora pode comprometer as outras, por isso experimente antes de jogar fora. Isso não quer dizer que você não possa adaptar métodos ágeis a uma forma mais adequada a sua realidade, mas quer dizer que você deve tomar cuidado e adaptar conscientemente. Saiba o que você está fazendo e pense no que você perde.
Algumas dicas do Shoes:
Além das palestras citadas, houveram outras de excelente qualidade apresentadas por Danilo Sato, Francisco Trindade, Professor José Papo, Alexandre Magno e Robinson Caiado.
Meus parabéns a toda a equipe da Caelum pela realização do evento, a Globo.com, ao Yahoo e a Borland pelo patrocínio, e todas a pessoas que tornaram o “Falando em Agile 2008″ realidade.
Fique Ligado nos próximos eventos: OpenHack 2008 e Lançamento da InfoQ Brasil.
Posted by: andrefaria on: 20 Outubro 2008
Nos dias 15 e 16 de outubro participei do Rails Summit Latin America 2008. O evento recebeu grandes nomes do desenvolvimento de software e da comunidade Ruby On Rails, o nível técnico foi inquestionável. Os palestrantes apresentaram temas como testes, qualidade, empreendedorismo, desenvolvimento ágil, open source, REST, Git, Escalabidade, e claro, Ruby e Rails.
Auditório Principal
Como o Alexandre Gomes falou “a impressão que me deu é que a grande bandeira desta comunidade não é a tecnologia em si, mas os princípios em que acreditam.” Assino em baixo.
Não entrarei em grandes detalhes sobre as palestras porque tem gente que já falou muito bem, mas registrarei as principais lições que aprendi nestes dois dias de evento.
O Dr. Nic Williams e o Chris Wanstrath falaram bastante sobre a importância de contribuir com projetos Open Source, ser ativo na comunidade e gastar menos tempo com coisas que podem não ser assim tão importantes. Os grandes conselhos foram:
Jay Fields, Danilo Sato e David Chelimsky falaram sobre Testes. Licões aprendidas:
Pra fechar com chave de ouro, Obie Fernandez apresentou um pouco do dia-a-dia da Hashrocket (empresa fundada por ele) e como eles aplicam os quatro princípios do manifesto ágil. Sem sombra de dúvidas, essa foi a palestra que eu mais gostei, por isso comentarei um pouco sobre ela.
Para aplicar o primeiro princípio “Indivíduos e Iterações são mais importantes do que processo e ferramentas” eles fazem o seguinte:
Para aplicar o segundo princípio “Indivíduos e Iterações são mais importantes do que processos e ferramentas“:
Para aplicar o terceiro princípio “Colaboração do Cliente é mais importante do que negociação contratual”:
Para aplicar o terceiro princípio “Responder as mudanças é mais importante do que seguir um plano”:
Para concluir sua apresentação Obie apresenta o princípio mais importante que é o grande segredo do sucesso: “Divirtam-se Juntos“, e mostrou algumas fotos de situações (participando em reuniões de grupos de usuários, passeando de barco, tocando instrumentos musicais, jogando vídeo games, indo à praia, bebendo, pulando na piscina, etc) em que ele e sua equipe estavam se divertindo.
Para maiores informações, visite o site do Obie, o site da Hashrocket, o blog do Obie, e sua galeria do Flickr.
Palestrantes Reunidos no final do Evento
Hugo, Akita, Ricardo e Eu
E como todo bom evento, é claro, tivemos um Happy Hour, dessa vez em um restaurante japonês na Liberdade.

Happy Hour no final do Evento
Meus agradecimentos ao Fábio Akita e à toda a equipe da Locaweb pela realização do evento.
Um grande abraço a todo os bons amigos que participaram do evento!
Quinta e Sexta estaremos no “Falando em Agile 2008“. Espero encontrar você lá!
Posted by: andrefaria on: 13 Outubro 2008
Nesse ultimo sábado, 12 de outubro, estive no Encontro Ágil que foi realizado pelo pessoal do AgilCoop no IME/USP.
IME
Logo após a abertura do evento, assisti a apresentação “Planejamento Ágil de Projetos” do Dairton Bassi. Ao inicio da apresentação Dairton apresentou um divertido vídeo que conta a realidade do dia-a-dia de alguns desenvolvedores de software.
Alguns dados interessantes sobre projetos de desenvolvimento de software que foram apresentados:
Planejamento Ágil - Dairton
Discutiu-se sobre os extremos de se ter planos demais e não ter plano algum, e sobre níveis de planejamento (estratégico, portifólio, produtos, release, iteração, diário), falou-se sobre estimativas de prazos, grau de incerteza (ao estimar), e problemas de produtividade como a sindrome do estudante (deixar sempre para a ultima hora) e Lei de Parkson (mesmo que a atividade esteja pronta utiliza-se o resto do prazo estimado para coisas desnecessárias), e enfim, foram apresentadas algumas técnicas:
Em seguida houve o Debate “Métodos Ágeis, CMMi, MPS.BR, RUP ou o quê?” dirigido pelo Professor Fábio Kon com participação de Maurício Hermogenes da Paggo, do Rodolfo Ugolini da IBM, do Márcio Tierno da Inmetrics, Dairton e Cézar. A discussão foi muito interessante e os participantes realmente estavam preparados e qualificados para falar do assunto. Tierno recomendou a leitura do artigo “Como a Pixar promove a criatividade coletiva” publicado por Ed Catmull na Havard Business Review, segundo ele tem muito a ver com princípios ágeis.
Debate - Rodolfo, Cézar, Dairton, Tierno e Maurício
Após o almoço assisti a palestra “Dificuldades na Implantação de Métodos Ágeis” do Fábio Kon. Falou-se principalmente sobre problemas de relacionamento e comportamento, dificuldades de resistência por parte de gerentes, arquitetos de software, programadores, testadores, DBAs e Clientes.
Palestra do Fábio Kon
Em seguida, peguei a última parte da apresentação de Métricas de Software do Jorge Diz da Global Code.
Jorge Diz
Ao fim da palestra do Jorge, teve inicio o “Birds of a Feather” (grupos de discussões muito semelhantes as Muvucas que ocorrem no Just Java). Em cada uma das seis salas haviam pessoas discutindo diferentes temas relacionados a desenvolvimento ágil, eu participei da discussão sobre testes.
Depois do Coffe Break assisti a palestra “UOL: Chegando no Ágil com Scrum e práticas de XP” por Paulo Cheque e Priscilla Hansted, nessa palestra nos foi apresentado um pouco da trajetória do UOL na implantação de Scrum, falaram um pouco dos projetos da UOL, as ferramentas que podem ser utilizadas para testes (FIT e Selenium), e práticas de XP.
Palestra do UOL - Cheque e Priscilla
Ainda consegui pegar a última parte do debate “Métodos Ágeis precisam de certificações?” que estava acontecendo na outra sala e após o debate houve um retrospectiva sobre e evento e finalmente o encerramento.
Concluindo, o evento foi muito positivo e proveitoso, foi possível aprender e discutir com grandes personalidades do mundo Ágil além de rever bons amigos e ampliar o networking. Gostaria de dar os parabéns à todo pessoal do IME e da AgilCoop pela organização do evento, a Bluesoft pela iniciativa do patrocínio, e à todos os palestrantes e participantes por colaborarem para que este evento se tornasse realidade.
No meu álbum do picasa têm mais fotos, e o Daniel Cukier também publicou fotos e fez alguns vídeos durante o evento.
PS: Preparem-se para o Rails Submit Latin America, eu e o Júnior da Bluesoft também estaremos lá.
Posted by: andrefaria on: 22 Setembro 2008
Este post é a tradução de um trecho do post “Dr. Strangecode, or How I Learned to Stop Worrying and Love Old Code” do Chris Boran, em ele que conta como foi descobrir a maravilha que é refatorar!
Alguns anos atrás, eu estava em minha livraria predileta quando vi o livro “Refactoring: Improving the Design of Existing Code” do Martin Fowler. Este livro mudou a minha carreira. Até então, eu tinha muito medo de mudanças. Eu enxergava o código antigo como um castelo de cartas - se não fosse extremamente cuidadoso, tudo poderia desmoronar. Sempre que meu chefe me pedia uma opinião sobre determinada área de código, minhas respostas eram mais ou menos assim:
O risco de fazer qualquer mudança, por menor que seja, é enorme - então, ou fazemos alguma gambiarra e nos arrependemos mais tarde, ou reimplementamos tudo.
Tudo bem, nós podemos conviver com a gambiarra por enquanto, e mais pra frente nós vamos arrumar um tempo pra fazer isso da forma certa.
Evidentemente, a cada release, nós eramos forçados a fazer varias decisões como essas. Quando a próxima release viesse, teriamos como prioridade corrigir código que já estaria em produção. Na prática poderíamos ter sorte e de gastar um montão de tempo reescrevendo um único e pequeno subsistema, mas introduzir pequenas gambiarras, poderiam comprometer outros sistemas. O resultado final é carinhosamente referido como uma “Grande Bola de Lama (Big Ball of Mud)”. Isso mesmo! É tão agradável como parecer ser. A vida pode ser bem miserável quando você sabe que está trabalhando todos os dias apenas alimentando a bola de lama (com + e + gambiarras). Você não gosta disso! Sua equipe não gosta disso! O seu chefe não gosta disso! Mas por algum motivo, você sente que as coisas nunca estam progredindo.
Eu pensava que o código velho precisava ser jogado fora e não re-vitalizado, mas eu queria ver se esse negócio de refectoring funcionava mesmo, então resolvi tentar. Fui bastante cuidadoso para seguir as técnicas exatamente como estavam descritas no livro. Assegurei que não estava usando a palavra refatorar quando eu queria dizer apenas re-escrever. Eu fui cuidadoso para refatorar o código toda a vez que eu queria mudar alguma coisa no código e não apenas procrastinar para mais tarde. Eu me assegurei de que os meus refactorings eram pequenos. E assim fui fazendo…
Obviamente esta forma de trabalhar também exigiu que eu fizesse testes unitários muito bons, mas eu já sabia alguma coisa sobre Test Driven Development e já tinha escrito testes unitários antes de corrigir bugs em uma tentativa de prevenir regressões. Rodar esses testes depois de cada refactroing não foi um desafio tão grande assim pra mim. Pouco a pouco eu fui descobrindo a verdade: Aplicando técnicas de refactoring, eu poderia pegar trechos de código que pensava precisar reescrever completamente e melhorá-los enquanto resolvia bugs. Eu podia matar dois coelhos numa tacada só.
Posted by: andrefaria on: 16 Setembro 2008
Nos dias 10, 11 e 12 de Setembro estive no JustJava 2008. Este ano tive a oportunidade de participar da organização do evento junto com todo o pessoal do SouJava, foi uma ótima experiência.
Ajudei as organizar as tradicionais Muvucas. Para aquelas que ainda não as conhecem, Muvucas são pequenas reuniões de pessoas que discutem um determinado assunto. Os assuntos das Muvucas são sugeridos por congressistas durante o evento.
Fiquei no Hall com um FlipChart e um pincel atômico conversando com as pessoas e anotando suas sugestões e votações para escolha dos temas.

Votação para os temas das Muvucas
No primeiro foram realizadas as Muvucas:
1. “Java 7” com partipação do Michael “Mister M” Nascimento que contribui diretamente para o desenvolvimento do Java 7 (De forma especial na nova API de Datas).
2. “O que além do Java ME (Android, iPhone, etc…)” com participação do palestrante internacional Roger Brinkey e do Maricio “Maltron” Leal da Sun.
3. “Desenvolvimento Ágil” com participação do Daniel Wildt e do Giovanni Salvador.
E no Segundo dia, foram realizadas mais três:
1. “Caneta Livescribe Pulse”: O Dr. Spock da Global Code fez uma demonstração sobre a Pulse (uma caneta que roda Java) e falou sobre como desenvolver software para ela.
2. “Open Source no Setor Público, reutilizando código”: Com participação do Bruno Souza (JavaMan) e algumas pessoas do setor público.
3. “Desenvolvimento Ágil com Testes”: Com participação do Rodrigo Yoshima e do José Papo que são verdadeiros mestres no assunto, discutiu-se sobre a adoção de Agile nas empresas brasileiras, integração contínua, teste unitários, testes de aceitação, Scrum e XP.
Em suma, participar da organização do evento, foi uma excelente oportunidade de ampliar o networking e aprender, além de ter sido um grande desafio pessoal. As pessoas que participaram das Muvucas tiveram uma excelente oportunidade de conhecer novas pessoas, esclarecer dúvidas, e expor seus pontos de vista.
Gostaria de agradecer ao SouJava pela oportunidade, de forma especial ao Mauricio Leal, ao Bruno Souza, a Yara Senger, e todas as pessoas que fizeram desse evento um verdadeiro sucesso.
Espero você no JustJava 2009!!!